{"id":15617,"date":"2022-03-08T11:30:00","date_gmt":"2022-03-08T14:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/elementorh.com.br\/blog\/?p=15617"},"modified":"2022-03-10T13:16:54","modified_gmt":"2022-03-10T16:16:54","slug":"vieses-inconscientes-equidade-de-genero-e-o-mundo-corporativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elementorh.com.br\/blog\/vieses-inconscientes-equidade-de-genero-e-o-mundo-corporativo\/","title":{"rendered":"Vieses Inconscientes: Equidade de G\u00eanero e o Mundo Corporativo."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\">Culturalmente ainda vivenciamos e perpetuamos padr\u00f5es e comportamentos de v\u00e1rios s\u00e9culos atr\u00e1s, impostos por quest\u00f5es de g\u00eanero. Aos homens s\u00e3o atribu\u00eddas as posturas de agressividade e virilidade, para que n\u00e3o seja questionada sua masculinidade, da mesma maneira que tamb\u00e9m s\u00e3o sempre postos como provedores. Enquanto isso, \u00e0s mulheres espera-se que sejam delicadas, recatadas e respons\u00e1veis pelos cuidados dom\u00e9sticos. Ainda que muitas cumpram sem questionar esses pap\u00e9is, por outro lado existem muitas outras que n\u00e3o tem op\u00e7\u00e3o, mas almejam outras posi\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da figura submissa.<br>Os cuidados do lar e dos filhos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas atividades que as mulheres exercem nas esferas econ\u00f4micas e sociais. Entretanto, essa heran\u00e7a ainda se faz real na vida de muitas brasileiras, sendo um reflexo da desigualdade de g\u00eanero e da discrimina\u00e7\u00e3o das mulheres dentro do mercado de trabalho.<br>Por conta da persistente propaga\u00e7\u00e3o desses padr\u00f5es nocivos impostos, as mulheres ao longo da hist\u00f3ria travaram in\u00fameras lutas para conquistar direitos como o de votar, acesso a postos de trabalho e inclusive o direito a educa\u00e7\u00e3o.<br><br><strong>INCLUS\u00c3O DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO<\/strong><br>Ainda partimos muitas vezes do princ\u00edpio que essa quest\u00e3o \u00e9 bem resolvida no Brasil, por\u00e9m n\u00e3o basta estar no mercado de trabalho, mas sim questionar em que condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o ocupados tais lugares. Isso porque ao observarmos as empresas privadas no Brasil, notamos que <strong>37%<\/strong> delas s\u00e3o lideradas por mulheres. J\u00e1 no setor p\u00fablico, esse n\u00famero \u00e9 ainda menor, de <strong>20%<\/strong>. Este cen\u00e1rio \u00e9 recorrente apesar das mulheres serem <strong>51%<\/strong> da popula\u00e7\u00e3o brasileira (de acordo com o IBGE), e de possu\u00edrem maiores n\u00edveis de escolaridade em rela\u00e7\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o masculina. Essa quest\u00e3o \u00e9 mais um marco que evidencia a hierarquiza\u00e7\u00e3o e misoginia que salientam um tipo de domina\u00e7\u00e3o entre os g\u00eaneros, como se os homens tivessem uma capacidade maior, e a mulher que sempre foi silenciada, acaba por n\u00e3o ter o olhar necess\u00e1rio acerca de seu potencial. A pergunta que fica \u00e9: <strong>o que torna as mulheres menos capazes que os homens?<\/strong>.<br><br>\u00c9 importante enfatizar que as conquistas e avan\u00e7os legislativos, tal qual a regulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho das mulheres no Brasil que ocorreu no s\u00e9culo XX com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1934, que instituiu direitos como a igualdade salarial, viabilizaram uma maior participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho, assegurando a sua contribui\u00e7\u00e3o ativa na economia e no desenvolvimento nacional. Contudo, a entrada das mulheres no mercado de trabalho brasileiro n\u00e3o foi acompanhada por uma diminui\u00e7\u00e3o das desigualdades profissionais entre homens e mulheres. Representando que a maior parte dos empregos formais femininos est\u00e3o concentrados em setores e cargos menos valorizados, a remunera\u00e7\u00e3o da mulher ainda \u00e9 inferior se comparada \u00e0 dos homens, e ainda h\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o dentro de suas atividades profissionais. <br>Segundo o IBGE, a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das mulheres no pa\u00eds \u00e9<strong> 22%<\/strong> menor que a dos homens.<br>Para al\u00e9m disso, as mulheres continuamente s\u00e3o v\u00edtimas de abusos, ass\u00e9dios morais e sexuais no ambiente de trabalho. Segundo a Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o (2020), aproximadamente<strong> 40% <\/strong>das mulheres j\u00e1 foram insultadas ou agredidas verbalmente em ambiente de trabalho, enquanto <strong>13%<\/strong> dos homens afirmam ter passado pela mesma situa\u00e7\u00e3o. Continuadamente negligencia-se tais situa\u00e7\u00f5es, e ao silenciar e naturalizar essas pr\u00e1ticas, acabamos contribuindo para que essa realidade torne a se repetir e n\u00e3o seja de fato superada. Toda vez a palavra da mulher \u00e9 relativizada, se endossa o comportamento dos agressores e contribui-se para essa realidade n\u00e3o mude no Brasil.<br>\u00c9 importante e crucial buscar a equidade de g\u00eanero afim de promover iguais oportunidades na vida e na carreira para todas as pessoas, independentemente do g\u00eanero. Ainda temos interven\u00e7\u00f5es t\u00edmidas diante de um mundo t\u00e3o diverso e plural. <br>Por essa raz\u00e3o, dar flores, chocolate e maquiagens n\u00e3o gera efeitos muito ben\u00e9ficos nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<br>\u00c9 fundamental, portanto, que as empresas, como importantes agentes de transforma\u00e7\u00e3o social, entendam a relev\u00e2ncia dessas quest\u00f5es e disponibilizem a\u00e7\u00f5es cada vez mais efetivas para promover a equidade de g\u00eanero em sua cultura e realidade. Essa conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio da nossa cidadania, onde torna-se um dever exigir que os direitos que possu\u00edmos sejam institu\u00eddos. <br><br>Quando se trabalha para promover um ambiente laboral com equidade de g\u00eanero e uma empresa mais inclusiva, conta-se com diversos ganhos em potencial. Para gerar essa mudan\u00e7a positiva em sua organiza\u00e7\u00e3o quais programas e a\u00e7\u00f5es de\u00a0Diversidade &amp; Inclus\u00e3o que sua empresa tem praticado?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Culturalmente ainda vivenciamos e perpetuamos padr\u00f5es e comportamentos de v\u00e1rios s\u00e9culos atr\u00e1s, impostos por quest\u00f5es de g\u00eanero. 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